GEOLOGIA ESTRUTURAL

GEOLOGIA ESTRUTURAL – GEO 224

UNIDADE – 1 : INTRODUÇÃO

Geologia Estrutural, Tectônica e Geodinâmica formam um conjunto interdependente de subdisciplinas, cujo objetivo é entender como os minerais, rochas e formações rochosas se deformam em todas as scalas .

A Geologia Estrutural tem como objetivo caracterizar estruturas de deformação (geometria), caracterizar caminhos de fluxo seguidos por partículas durante a deformação (cinemática) e inferir a
direção e magnitude das forças envolvidas na deformação. Baseada em observações de campo, a geologia estrutural opera em escalas que variam de mícrons, metros e kilômetros (ou seja, grão, afloramento, mapas e imagens de satélites).


A tectônica visa desvendar o contexto geológico em que ocorre a deformação. Isto envolve a integração de dados geológicos estruturais em mapas, seções transversais e 3D diagramas de blocos, bem como dados de outras disciplinas de Geociências, incluindo sedimentologia, petrologia, geocronologia, geoquímica e geofísica. A tectônica opera em escalas que variam de 100 ma 1000 km, e se concentram em processos como rifteamento continental e formação de bacias, subducção, processos colisionais e construção de montanhas processos etc.


A geodinâmica estuda as forças que impulsionam a convecção do manto, o movimento das placas e a deformação das rochas de forma global. A geodinâmica também se preocupa com os processos profundos do manto, como convecção do manto, geração de plumas e o movimento das placas, incluindo subsidência e elevação dinâmica das placas. A geodinâmica envolve trabalhar em escalas acima de 100 km. A modelagem numérica está no cerne da geodinâmica moderna.

UNIDADE – 1 : CONCEITOS GERAIS

Geologia estrutural é o estudo da distribuição tridimensional de unidades de rocha em relação às suas histórias deformacionais.

O objetivo principal da geologia estrutural é usar medições de geometrias de rocha atuais para descobrir informações sobre a história de deformação (deformação) nas rochas e, finalmente, entender o campo de tensão que resultou na deformação e geometrias observadas.

A compreensão da dinâmica do campo de tensões leva o geólogo a deduzir processos geologicos operantes durante eventos tectônicos no passado geológico. Um objetivo comum é tentar compreender a evolução estrutural de uma área particular com respeito a padrões generalizados regionalmente de deformação de rocha. Ou seja, tentar entender os padrôes deformacionais durante a construção de montanha, rifts e bacias, que sua vez são formados devido ao movimento de placas tectônicas.

O estudo das estruturas geológicas tem sido de primordial importância no entendimento do funcionamento do nosso planeta, em particular no funcionamento da tectônica de placas. Além disto, a geologia estrutural é uma ferramenta fundamental para entender a formação dos depósitos minerais, e na geologia do petróleo.

Estratos rochosos dobrados e falhados comumente formam armadilhas que se acumulam e concentram fluidos como petróleo e gás natural. Da mesma forma, áreas com falhas e estruturalmente complexas são notáveis ​​como zonas permeáveis ​​para fluidos hidrotermais, resultando em áreas concentradas de depósitos de minérios de metais preciosos e básicos.

Veios de minerais contendo concentração de metais preciosos comumente ocupam falhas e fraturas em áreas estruturalmente complexas. Essas zonas estruturalmente fraturadas e falhadas geralmente ocorrem em associação com rochas ígneas intrusivas. Depósitos de ouro, prata, cobre, chumbo, zinco e outros metais estão comumente localizados em áreas estruturalmente complexas.

CONTEÚDO TEÓRICO PARA DOWNLOAD

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UNIDADE -1 : ATIVIDADE TEÓRICA

Atividade Teórica 1: Com base no Capitulo 1 do textbook de Patrice Rey, elaborar um texto de duas paginas sobre Geologia Estrutural focando principalmente no que é a Geologia Estrutural e como ela se aplica nas engenharias. Atenção fazer o texto somente com o material postado abaixo.

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GEOLOGIA E ENGENHARIA

A geologia estrutural é uma parte crítica da geologia de engenharia, que se preocupa com as propriedades físicas e mecânicas das rochas naturais. Tramas estruturais e defeitos como falhas, dobras, foliações e juntas são fraquezas internas das rochas que podem afetar a estabilidade de estruturas de engenharia civil ou de minas, como barragens, cortes de estradas, minas a céu aberto e minas subterrâneas ou túneis rodoviários.

O risco geotécnico, incluindo o risco de terremoto, só pode ser investigado por meio da inspeção detalhada combinando a geologia estrutural com a geomorfologia. Além disso, áreas de paisagens cársticas que residem no topo de cavernas e sumidouros são consideradas áreas de alto risco; assim como áreas de encostas íngremes são riscos potenciais de colapso ou deslizamento de terra.

Engenheiro de Minas, Geólogos e Hidrogeólogos precisam aplicar os princípios da geologia estrutural para entender como os sítios geológicos impactam (ou são impactados) pelo fluxo e penetração da água subterrânea. Por exemplo, um hidrogeologista pode precisar determinar se a infiltração de substâncias tóxicas de depósitos de lixo está ocorrendo em uma área residencial ou se água salgada está penetrando em um aquífero.

Tectônica e Geoestrutural

A tectônica de placas é uma teoria desenvolvida durante a década de 1960 que descreve o movimento dos continentes por meio da separação e colisão das placas crustais. Em geologia estrutural entendemos a tectônica de placas como um processo para analisar e compreender características de escala global, regional e local.

Material complementar para leitura e atividades. Extrato do livro Structural Geology por Patrice F Ray:

O mundo da geologia estrutural é por natureza tridimensional (3D). Para desvendar a arquitetura 3D, os geólogos estruturais processam muitas medições estruturais. No campo, geólogos estruturais medem a direção de mergulho-mergulho de características planas (estratificação, clivagem, falha, superfície axial dobra …), e direção de mergulho de mergulho linear
recursos (eixos de dobra, lineações de interseção …). Eles reúnem informações sobre a orientação e, quando
possível, a magnitude da deformação e estresse.
Com base em relações de campo eles determinam a sequência de eventos geológicos e deformacionais.

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UNIDADE – 1 : ATIVIDADE PRATICA:

Observe as figuras abaixo, assista os vídeos, e reflita sobre a orientação das camadas:

Pesquisar na web: 1) Atitude das camadas, 2) Direção de Mergulho, 3) Direção da camada, 4) Ângulo de mergulho

A partir das medidas estruturais em campo, os geólogos realizam mapas litológicos e estruturais que informam não somente a distribuição das litologias em superfície mas também mostram em 3D, a orientação, extensão e profundidade dos corpos (unidades) litológicas.

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UNIDADE – 2 : COMPORTAMENTO DOS CORPOS E MECANISMOS DE DOBRAMENTO

O COMPORTAMENTO DOS CORPOS

O estado de tensão (stress) propicia deformação/movimentação (strain)
(cinemática) e resulta na forma final (geometria) da rocha.

Deformation of Rocks

Existem vários tipos de deformação que variam de acordo com a tensão (stress) aplicada. De forma geral, a tensão (ou stress) pode ser dividido nas seguintes classes: 1 – compressão; 2 – extensão ou tração; 3 – pressão confinante; 4 cisalhamento; 5 torção.

Introduction to Physical Geology Syllabus
shear-torsional-compression-tension-stress-forces | b-reddy.org

Força ou tração: agente responsável pelos movimentos das rochas
submetendo-as a solicitações diversas. Caso a força seja
tangencial ocorre o cisalhamento, que pode ser subdividido em
componente normal (Sigma n) e componente de cisalhamento (Sigma s). A intensidade da força (ou tração) depende da área da superfície
por onde é distribuída.

Stress significa “tensão“ ou “esforço”. A tensão é a força/área
(N/m2) necessária para produzir deformação (strain).

Strain significa “deformação”. É uma grandeza escalar medida somente
pelo comprimento.

Vetor é um quantitativo que possui magnitude e direção.

Tensor é um quantitativo usado para descrever a propriedade física de um material.

Existem três tipos de stress que afetam as rochas, que são bem descritos como:

Ou seja; o stress Tensional atua perpendicularmente às paredes do corpo e para fora do plano (figura abaixo), quebra e separa blocos de rochas, através de fraturas específicas denominadas juntas. Pode levar a um aumento de volume.

O stress Compressivo atua perpendicular às paredes do corpo (figura acima) e para dentro do plano, comprimindo os minerais ou fragmentos que compõem as rochas. Pode reduzir o volume.

O stress Cisalhante atua paralelamente ao plano. Produz mudanças na forma, e também uma rotação dos objetos sendo deformados.

Tanto o stress quanto o strain são materializados por elipsóides
utilizados para representação espacial da tensão e da deformação, cujos
eixos são inversamente proporcionais.

Em geral, no interior de um grande corpo geológico, a orientação do
stress varia de lugar para lugar, dependendo de vários fatores
(espessura da crosta, reologia do material, natureza de estruturas
pretéritas, existência de descontinuidades).

Essa variação é conhecida como campo de tensão, que pode ser representado e analisado pelo digrama da trajetória de stress. Nestes diagramas as linhas mostram a contínua variação na orientação do stress principal, considerando que 1 (Smax) sempre é perpendicular a 3 (Smin). Assim, em cada ponto do objeto geológico o campo de tensão é representado por um sistema de eixos nominados pela letra (grega)
onde Sigma 1 > Sigma 2 > Sigma 3 (ordem decrescente de tensão).

A variação dos esforços

Até o momento falamos sobre a varrição do stress como um todo. Contudo, a intensidade dos esforços pode variar com a direção dos esforços. Veja no quadro acima que quando as forças atuam de forma idêntica em todas as direções o corpo não muda de forma, pode somente perder volume se houver perda de massa. Por outro lado, se houver variação de intensidade em uma das direções, o corpo definitivamente mudará sua forma a medida que o tempo passa.

A deformação nas rochas

Dentro da crosta continental as rochas se comportam diferentemente em função da profundidade. Com o aumento da profundidade a temperatura e a pressão aumentam gradativamente. Consequentemente as rochas passam a se comportar diferentemente com a profundidade

O mesmo acontece no manto. A medita que a profundidade aumenta as rochas do manto vão se comportar de forma diferente

continental crust | Composition, Density, & Facts | Britannica

Fatores reológicos extrínsecos da deformação

(a) Pressão confinante: materiais rígidos tornam-se mais dúcteis, quando
a pressão confinante (PC) é maior. Os limites de elasticidade, resistência e esforço máximo se elevam com o aumento da PC: à maiores profundidades maiores esforços são necessários para produzir a mesma deformação.

(b) Temperatura: facilita a deformação, tornando os materiais mais dúcteis,
principalmente quando a pressão confinante e a temperatura somam seus
efeitos. O limite da resistência, o esforço máximo e o limite de elasticidade, diminuem com o aumento de temperatura: a mesma deformação é causada por esforços, tanto menores, quanto maior for a temperatura, que age
inversamente em relação à pressão confinante.

(c) Tempo de Aplicação do Esforço: se faz lentamente e com pausas – fenômeno comum na natureza – por meio de acréscimos infinitesimais. Quanto maior o tempo de aplicação do esforço mais dúctil será a
deformação.

(d) Presença de Fluidos: o limite de plasticidade, o limite de
resistência e o esforço máximo, diminuem com a presença das soluções
(uma mesma deformação exige esforços menores se a rocha portar
soluções).

(e) Anisotropia Estrutural: corpos de provas, cortados paralela ou
perpendicularmente à xistosidade, mostram comportamentos diferentes
(a orientação da anisotropia estrutural influi na deformação).

(f) Heterogeneidade litológica: devido à diferenças reológicas
entre materiais, as rochas podem apresentar, em um mesmo evento de
deformação, estruturas diferenciadas, principalmente quando há porções
competentes e incompetentes

UNIDADE – 2 : ATIVIDADE PRATICA:

Observe as figuras abaixo, assista os videos abaixo, e reflita sobre a orientação das camandas:

Pesquisar na web: 1) Atitude das camanas, 2) Direção de Mergulho, 3) Direção da camada, 4) Angulo de mergulho

UNIDADE 2 – DOBRAS E ESTRUTURAS ASSOCIADAS

Dobras são ondulações tanto convexas quanto côncavas existentes em
corpos originalmente planos, podendo ocorrer em rochas sedimentares,
ígneas ou metamórficas.


Em geral é uma manifestação de deformação dúctil das rochas.
Formam-se sob condições variadas de stress, pressão hidrostática e
temperatura.

O fechamento de uma dobra se dá em sua curvatura máxima

O estilo de uma dobra é caracterizada por geometria específica dos vários
elementos que a descrevem. As mudanças possíveis na geometria podem
mudar no seu estilo.

Estes elementos são descritos abaixo:

• Ponto de charneira: onde a dobra atinge sua máxima curvatura
• Linha de charneira: união dos diversos pontos de charneira
• Ponto de crista: ponto mais alto da dobra em relação a uma
superfície horizontal (linha de crista: união dos diversos pontos de
crista)
• Ponto de calha: ponto mais baixo da dobra em relação a uma
superfície horizontal
• Eixo: linha geratriz da dobra, quando movimentada paralelamente à
linha de charneira, no espaço de si mesma.
• Plano ou Superfície Axial: a superfície que une os pontos de
charneira das dobras.

• Zona de Charneira: parte da dobra próxima à charneira (não é definida de
forma rigorosa).
• Flancos (ou limbos): correspondem às partes que se situam entre duas
charneiras adjacentes e que contém os pontos de inflexão.
• Ângulo Inter-Flancos: ângulo formado por linhas contínuas tangentes
imaginárias a partir dos flancos da dobra, que se cruzam acima da zona de
charneira.

Geometric description of folds ~ Learning Geology

• Zona de Charneira: parte da dobra próxima à charneira (não é definida de
forma rigorosa).
• Flancos (ou limbos): correspondem às partes que se situam entre duas
charneiras adjacentes e que contém os pontos de inflexão.
• Ângulo Inter-Flancos: ângulo formado por linhas contínuas tangentes
imaginárias a partir dos flancos da dobra, que se cruzam acima da zona de
charneira.

Dobras podem ser classificadas de várias formas:

Folds and folding. - ppt video online download

A disposição básica com que se apresentam são:
(a) Sinclinal: dobra com convexidade para baixo, quando
conhecidas suas relações estratigráficas, ou seja, rochas mais novas
encontram-se no seu núcleo.
(b) Anticlinal: dobra com convexidade para cima, quando
conhecidas suas relações estratigráficas, ou seja, rochas mais
antigas encontram-se no seu núcleo.

Quando as relações estratigráficas de suas rochas são desconhecidas
entre si são denominadas de:
(a) Sinformas: dobra que converge ou se fecha para baixo.
(b) Antiformas: dobra que converge ou que se fecha para cima.
Obs: quando há inversão de camadas (sequência estratigráfica invertida) os
termos anticlinal sinfórmico e sinclinal antifórmico podem ser empregados

Tambem podem ser classificadas em função da superficie axial, como mostra a figura abaixo

fold | Definition, Types, & Facts | Britannica

Outra classificação seria em função do ângulo entre os flancos; ângulo intraflanquial

Folded single surface - basic geometrical definitions Morphology of a folded  surface: Hinge, limb, inflections

Dobramento é um conceito que abrange todos os processos geológicos pelos quais as superfícies nas rochas se tornam curvas durante a deformação. Uma vez que as dobras são estruturas de deformação permanente com nenhuma ou pouca perda de coesão da camada dobrada, dobramento refere-se ao comportamento essencialmente lento e dúctil de relativamente macio e / ou pedras quentes. Além das classificações descritivas e anatômicas, muitos dos primeiros trabalhos geológicos
em processos de dobramento com foco na deformação de sedimentos estratificados.

Diferentes mecanismos combinam alguns processos básicos envolvendo o geométrico (espessura da camada e espaçamento) e propriedades físicas (viscosidade, contraste de viscosidade, anisotropia) das rochas.

As propriedades físicas das rochas e condições de pressão e temperatura também influencia na geometria das dobras. Consequentemente as dobras podem ser classificadas em função da sua forma, como mostra a figura abaixo

GEO ExPro - Folds and Folding - Part I

O ponto importante a observar é que o estresse por si só é insuficiente para causar dobramento: Uma superfície plana deve primeiro existir para definir a forma da dobra e a orientação deste marcador plano
com respeito à direção do estresse, controla de várias maneiras a atitude da dobra resultante.

Vídeo Aula 1: Dobras e Camadas Inclinadas

UNIDADE – 2 : MECANISMOS DE DOBRAMENTO


Fred Donath e Ronald Parker em 1964 (Boletim GSA) apresentaram uma classificação totalmente diferente das dobras com base no mecanismo de sua formação, para a qual consideraram a ‘ductilidade média’ e o ‘contraste de ductilidade’ nos estratos dobrados. Com base nisso, as dobras são categorizadas em dobras flexurais em que a estratificação e a anisotropia mecânica entre as camadas desempenham o papel dominante (em outras palavras, a ductilidade média é baixa a moderada); dobramento passivo em que a anisotropia intercamada é ineficaz (a ductilidade média é alta); e dobramento quase-flexural em que a geometria da dobra parece ser flexural, mas o comportamento geral da sequência dobrada é passivo (a ductilidade média é muito alta). A última categoria corresponde amplamente ao dobramento desarmônico. As duas primeiras categorias, flexural e passiva, podem ser subdivididas em deslizamento (entre camadas) e fluxo (dentro das camadas).

GEO ExPro - Folds and Folding - Part II

A classificação de Donath e Parker nos direciona para os mecanismos genéticos de dobramento e os ambientes tectônicos nos quais as dobras se formam. Três mecanismos distintos foram identificados para o dobramento de rochas: flexão, flambagem e dobramento passivo.

A flexão das rochas ocorre quando a força de deformação é aplicada nas camadas rochosas (em alto ângulo). Por exemplo, a elevação do embasamento ao longo de uma falha, a intrusão de magma ou diálpires de sal, todos produzem curvas (dobras) nas rochas sedimentares sobrepostas. A dobra freqüentemente produz dobras suaves ou largas, especialmente em interiores continentais (cratões) situados longe dos limites das placas, mas sujeitos a algumas tensões verticais.

A flambagem ocorre quando a força de deformação é aplicada paralelamente às camadas de rocha. Isso geralmente é causado por forças tectônicas de compressão horizontais e resulta em encurtamento de rochas paralelas à camada e espessamento (relevo) do corpo de rocha perpendicular à direção da tensão.

FOLDING

Geólogos desenvolveram relações matemáticas entre o comprimento de onda de uma dobra em fivela e a espessura da camada rígida embutida em uma massa de rocha dúctil. Como regra geral, em um determinado campo de tensão e contraste de ductilidade entre as camadas, leitos rígidos mais espessos terão comprimentos de onda de dobra mais longos e leitos rígidos mais finos terão comprimentos de onda menores.

A flexão e a flambagem também podem ser descritas como dois modos de dobramento ativo em que as camadas de rocha com suas propriedades mecânicas inerentes (principalmente rigidez ou ductilidade) participam do processo de deformação e controlam a forma da dobra. Em contraste, no dobramento passivo, a estratificação de rocha em si não desempenha um papel ativo no dobramento e, em vez disso, a massa de rocha como um todo é sujeita a dobramento e geralmente é marcada por clivagem penetrativa desenvolvida em uma direção quase paralela à superfície axial da dobra . A clivagem da rocha é um conjunto de descontinuidades planas que se desenvolvem como recursos secundários no tecido da rocha; também se refere à capacidade de uma rocha se dividir (clivar) ao longo desses planos. A clivagem bem desenvolvida (contínua, espaçada) ocorre a temperaturas de 200–350 ° C, correspondendo a profundidades de sepultamento de 7–12 km.

GEO ExPro - Folds and Folding - Part II

O dobramento passivo ocorre em uma massa de rocha mecanicamente isotrópica e em uma escala de grãos ao invés de uma escala de camada. As dobras passivas podem ser subdivididas em dobras de deslizamento passivo e dobras de fluxo passivo. Em dobras passivas-deslizantes, há um deslocamento menor, mas discreto, através das camadas de rocha (perpendicular às) e, mais convenientemente, ao longo dos planos de clivagem; eles também são chamados de dobras de cisalhamento. Em dobras de fluxo passivo, há fluxo de material em todas as camadas em um ambiente dúctil e na direção da dobra.

FOLDING

A dobra passiva produz dobras semelhantes nas quais a forma da dobra é preservada ao longo da sequência em camadas devido à falta de diferenças mecânicas entre as camadas. Exemplos de dobramento passivo incluem dobramento de rochas em zonas de cisalhamento dúctil e dobras de arrasto ao longo de falhas quebradiças.

A flexão e a flambagem produzem dobras flexurais nas quais (como afirmado antes) o contraste de viscosidade entre as camadas de rocha competentes (rígidas) e incompetentes (dúcteis) desempenham um papel importante no processo de dobramento. Nas dobras flexurais, as camadas competentes não mudam sua espessura e as camadas incompetentes são marcadas por conjuntos de clivagem quase paralelos à superfície axial da dobra. As dobras flexurais são as dobras mais comuns em bacias sedimentares.

As dobras flexurais são subdivididas em dobras deslizantes de flexão e dobras de fluxo flexural. Nas dobras deslizantes flexíveis, há deslocamentos ao longo das superfícies da cama, de forma muito semelhante à dobra de uma lista telefônica. Essas cunhas são maiores ao longo das extremidades dobradas e se aproximam de zero ao longo da dobradiça. O deslizamento flexural normalmente produz dobras paralelas ou concêntricas nas quais a atitude e a espessura das camadas permanecem as mesmas em toda a sequência dobrada. (Para ilustrações de dobras semelhantes, paralelas e concêntricas, consulte Dobras e Dobragem I

UNIDADE 3: EXCERCÍCIOS PRATICOS – MAPAS

Aula Pratica 1: Mapas Topográficos e Geológicos

Conteúdo Teórico: Visitar o site abaixo para informações complementares sobre dobras

Exercício 1: Imprimir o mapa abaixo. Construir um perfil topográfico/geológico em papel milimetrado dos mapas abaixo. Observação converter a escala para centímetros

Exercício 2: Imprimir o mapa abaixo e responder as seguintes perguntas sobre o mapa.

a) Quantas unidades litológicas?

b) Qual a unidade mais jovem – considerando uma estratigrafia normal

c) Qual unidade mais antiga

d) As camadas estão inclinadas? Se sim, qual a direção do mergulho? Qual a direção do Strike?

Exercício 3: Imprimir ou redesenhar a figura, e completar a parte em branco do bloco diagrama

Exercício 4: Imprimir ou redesenhar a figura, e completar a parte em branco do bloco diagrama

Exercício 5: Imprimir ou redesenhar a figura, e completar as informações de medidas

Exercício 6: Fazer os perfis abaixo.

Assista a vídeo aula sobre construção de perfil topográfico

Folds are important structures to study in petroleum fields for a variety of reasons. Large folds provide important petroleum traps, such as anticlines or fold-bend folds in foreland basins, rollover anticlines in extensional basins, and deepwater toe-thrust folds. In these kinds of traps, three-dimensional mapping of fold structures is thus necessary for reserve estimates. In addition, folding creates natural fractures that provide crucial permeability for oil and gas production in tight reservoirs, which is why curvature analysis of rock strata is sometimes made on seismic images to gain an understanding of the distribution and relative population of fractures. 

Atividade Pratica 1: Linhas de Contorno

Atividade Pratica 2: Mapas de Contorno

Atividade Pratica 3: Mapas de Contorno

Assista a vídeo aula sobre dobras em forma de bloco diagramas

Aula pratica sobre orientação espacial de planos:

Aulas sobre Strike and Dips em mapas de contorno

Three point problem:

UNDADE 3 – PRATICA 2 – CONTINUAÇÃO

UNIDADE – 3 : PRATICA DOBRAS EM MAPAS

ATENÇÃO ESTE É SOMENTE UM PERFIL ESQUEMATICO – FAZER TODOS OS PERFIS EM PAPEL MILIMETRADO

UNIDADE 3 – PRATICA 2 – PRATICA PARA AVALIAÇÃO

Atividades para 23/02/21

Exercício 1: Construir um perfil geológico do mapa abaixo, ao longo do traço vermelho

Além do perfil construir uma tabela com as direções das camadas e ângulos de mergulho das camadas

Exercício 2: Construir um perfil geológico do mapa abaixo, ao longo do traço A-A´

Resposta do Exercício

UNIDADE 3 – PRATICA 3

UNIDADE 3 – PRATICA 3 – PRATICA PARA AVALIAÇÃO

Atividades para 02/08/21

Exercício 1: Construir o perfil do mapa abaixo:

Obs: Linha do prefil seria LINHA A B como no vídeo. Escala 1: 60000

Exercício 2: Construir o perfil do mapa abaixo

Obs: Linha do prefil seria X-Y no mapa

Exercício 3: Construir o perfil do mapa abaixo. Linha de perfil horizontal (E-W) no meio do mapa

Exercício 4: Construir o perfil do mapa abaixo. Linha de perfil A -B

UNIDADE 4 REDOBRAMENTO ESCALA REGIONAL E LOCAL

As dobras redobradas são estruturas tridimensionais complexas que se formam durante um único evento progressivo ou por dois ou mais eventos de dobra [Ramsay, 1967].

Elas são normalmente reconhecidas em rochas em camadas por superfícies axiais dobradas e diferentes tipos de padrões de interferência [Ramsay, 1967].

O dobramento intenso das rochas muitas vezes envolve direções e pressionais variáveis. Muitas vezes rochas e fluidos entram em movimento durante as mudanças no campo de compressão, causando mudanças drásticas na forma original da rocha – sedimentar ou ígnea.

O resultado direto destas modificações na estrutura das rochas seria o desenvolvimento de mineralizaçoes com precipitação de metais preciosos como ouro, cobre e zinco.

O resultado de compressões opostas seria as estruturas do tipo domo e quilhas como mostram as figuras abaixo.

Callan Bentley on Twitter: "Hi folks - those of you familiar w/ Archean  cratons and "dome & keel" structure, what critiques would you offer for  this cartoon I just drew to show

As estruturas de domos e quilhas são muito comuns em terrenos antigos (Arqueanos) como no próprio Quadrilátero Ferrífero, e hospedam dezenas de mineralizações de Ouro e Ferro.

Os exemplos classicos de terrenos do tipo domos e quilhas são:

O terreno de Pilbara

O Barberton Greenstone Belt

E o Quadrilátero Ferrífero

UNIDADE 3 Atividade para 23/03: Realizar o perfil do mapa abaixo

UNIDADE – 5 : FOLIAÇOES E LINEAÇOES

Foliações e lineações são estruturas muito comuns em rochas deformadas e sedimentares e menos comumente em rochas ígneas. Ambas resultam da reorientação dos componentes internos da rochas (e.g., minerais, clastos, xenolitos) de acordo com o campo de tensões operante durante a deformação, sedimentação ou cristalização.

Foliação em geologia estrutural é usado como tremo genérico para qualquer feição (ou trama) planar em rochas metamórficas, sedimentares e ígneas.

Lineação seria um termo genérico para qualquer trama linear em rochas metamórficas sedimentares ou ígneas

Trama é o arranjo espacial de objetos penetrativos na rocha que dá origem as lineações e foliações. A trama pode ser linear (objetos lineares) ou planar (objetos planares).

Os objetos mais comuns são minerais, fragmentos de rocha e clastos de minerais

Stretched pebble conglomerate – Geology Pics

Objetos lineares formam tramas L (acima) e objetos planos formam
tramas S (abaixo).

Banded gneiss: Mineral information, data and localities.

Como as foliações de rocha podem ser formadas em rochas sedimetares, igneas e metamorficas, elas são comumente classificadas como foliações primarias e foliações secundarias

Foliações primárias são observadas em rochas sedimentares e rochas ígneas.

Em rochas sedimentares, consideramos como primarias qualquer feição planar associada ao acamamento sedimentar

Em rochas ígneas, consideramos como primarias qualquer feição planar associada ao bandeamento composicional. Podem ocorrer em: rochas ígneas acamadadas pelo fluxo de lava ou cristalização fracionada

Tectonics and Structural Geology | Features from the field: Bedding /Stratification
Acamamento rochas sedimentares
Geology of the PGE Deposits in the Bushveld Complex, South Africa | Geology  for Investors
Bandeamento de camadas ígneas – Bushveld Africa do Sul


Estruturas secundárias planares, são representadas pelas
foliações (xistosidades e clivagens).

Estruturas lineares são representadas pelas lineações minerais, de interseção e de eixos de dobras. Elas ocorrem em rochas que foram submetidas a metamorfismo acima dos graus incipientes.

• Clivagens (de rocha): separação da rocha em planos paralelos, nos
quais não há cristalização orientada de minerais

Rocks 2.5


• Xistosidade: definida pela reorientação de minerais pré-existentes
e/ou cristalização orientada de novos minerais, especialmente os
micáceos. Caracteriza-se por uma intensa anisotropia planar.

Metamorphic Rock Slideshow


• Estrutura ou bandamento gnaissico: estrutura planar
caracterizada por cristalização orientada e segregação de minerais
metamórficos individualizados a olho nu, em bandas definidas

How Are Metamorphic Rocks Formed? - WorldAtlas

UNIDADE 5 – FALHAS

UNIDADE 6 – PROJEÇÃO ESTEREOGRAFICA

stereonets | Life in Plane Light

PROJEÇÃO PRATICA E TEÓRICA – INFORMAÇÃO ADICIONAL

UNIDADE 6 – PROJEÇÃO ESTEROGRAFICA – PRATICA

PROJEÇÃO – VIDEO EXTRA SUPER DIDATICO

Ementa Conteúdo Pragmático